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	<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 21:30:41 +0000</pubDate>
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		<title>a partir de que instante</title>
		<link>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/08/29/a-partir-de-que-instante/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 21:30:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>umpassoatrasumpassoafim</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[ouvi o Caetano a cantar. Pergunto a mim mesma em que instante começou a minha não felicidade. Não. Não se trata de infelicidade.&#160;Uma incapacidade. Como se tivesse saído dos carris e não houvesse nada a fazer a não ser deixar o corpo rebolar pela encosta. E, ao mesmo tempo uma imensa incompreensão do sentido que tem o caminho que fez o corpo ao roçar sobre as pedras, a terra e o solo.&#160;<br />
Em que instante deve parar a minha luta por uma coincidência entre o dentro e o fora? &#160;&#160;&#160;&#160;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>ouvi o Caetano a cantar. Pergunto a mim mesma em que instante começou a minha não felicidade. Não. Não se trata de infelicidade.&#160;Uma incapacidade. Como se tivesse saído dos carris e não houvesse nada a fazer a não ser deixar o corpo rebolar pela encosta. E, ao mesmo tempo uma imensa incompreensão do sentido que tem o caminho que fez o corpo ao roçar sobre as pedras, a terra e o solo.&#160;<br />
Em que instante deve parar a minha luta por uma coincidência entre o dentro e o fora? &#160;&#160;&#160;&#160;
</div>
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		<title>viver sempre</title>
		<link>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/02/15/viver-sempre/</link>
		<comments>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/02/15/viver-sempre/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 Feb 2008 10:12:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>umpassoatrasumpassoafim</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p>Viver sempre também cansa!</p>
<br />
<table border="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td>
<p>"Viver sempre também cansa!<br />
O sol é sempre o mesmo e o céu azul<br />
ora é azul, nitidamente azul,<br />
ora é cinza, negro, quase verde...<br />
Mas nunca tem a cor inesperada.<br />
O Mundo não se modifica.<br />
As árvores dão flores,<br />
folhas, frutos e pássaros<br />
como máquinas verdes.<br />
As paisagens também não se transformam.<br />
Não cai neve vermelha,<br />
não há flores que voem,<br />
a lua não tem olhos<br />
e ninguém vai pintar olhos à lua.<br />
Tudo é igual, mecânico e exacto.<br />
Ainda por cima os homens são os homens.<br />
Soluçam, bebem, riem e digerem<br />
sem imaginação.<br />
E há bairros miseráveis, sempre os mesmos,<br />
discursos de Mussolini,<br />
guerras, orgulhos em transe,<br />
automóveis de corrida...<br />
E obrigam-me a viver até à Morte!<br />
Pois não era mais humano<br />
morrer por um bocadinho,<br />
de vez em quando,<br />
e recomeçar depois, achando tudo mais novo?<br />
Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,<br />
morrer em cima dum divã<br />
com a cabeça sobre uma almofada,<br />
confiante e sereno por saber<br />
que tu velavas, meu amor do Norte.<br />
Quando viessem perguntar por mim,<br />
havias de dizer com teu sorriso<br />
onde arde um coração em melodia:<br />
"Matou-se esta manhã.<br />
Agora não o vou ressuscitar<br />
por uma bagatela."<br />
E virias depois, suavemente,<br />
velar por mim, subtil e cuidadosa,<br />
pé ante pé, não fosses acordar<br />
a Morte ainda menina no meu colo..."</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; José Gomes Ferreira
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			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Viver sempre também cansa!</p>
<p></p>
<table border="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td>
<p>&#8220;Viver sempre também cansa!<br />
O sol é sempre o mesmo e o céu azul<br />
ora é azul, nitidamente azul,<br />
ora é cinza, negro, quase verde&#8230;<br />
Mas nunca tem a cor inesperada.<br />
O Mundo não se modifica.<br />
As árvores dão flores,<br />
folhas, frutos e pássaros<br />
como máquinas verdes.<br />
As paisagens também não se transformam.<br />
Não cai neve vermelha,<br />
não há flores que voem,<br />
a lua não tem olhos<br />
e ninguém vai pintar olhos à lua.<br />
Tudo é igual, mecânico e exacto.<br />
Ainda por cima os homens são os homens.<br />
Soluçam, bebem, riem e digerem<br />
sem imaginação.<br />
E há bairros miseráveis, sempre os mesmos,<br />
discursos de Mussolini,<br />
guerras, orgulhos em transe,<br />
automóveis de corrida&#8230;<br />
E obrigam-me a viver até à Morte!<br />
Pois não era mais humano<br />
morrer por um bocadinho,<br />
de vez em quando,<br />
e recomeçar depois, achando tudo mais novo?<br />
Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,<br />
morrer em cima dum divã<br />
com a cabeça sobre uma almofada,<br />
confiante e sereno por saber<br />
que tu velavas, meu amor do Norte.<br />
Quando viessem perguntar por mim,<br />
havias de dizer com teu sorriso<br />
onde arde um coração em melodia:<br />
&#8220;Matou-se esta manhã.<br />
Agora não o vou ressuscitar<br />
por uma bagatela.&#8221;<br />
E virias depois, suavemente,<br />
velar por mim, subtil e cuidadosa,<br />
pé ante pé, não fosses acordar<br />
a Morte ainda menina no meu colo&#8230;&#8221;</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; José Gomes Ferreira
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		<title>queremos</title>
		<link>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/02/03/queremos/</link>
		<comments>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/02/03/queremos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Feb 2008 02:37:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>umpassoatrasumpassoafim</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[o Jorge Luis Borges tem um poema em que diz que o nome de uma mulher o denuncia, que lhe dói uma mulher em todo o corpo.<br />
<br />
Julgo que é este o amor que desejamos todos. Sem contextos, sem rotinas. Absoluto. Que doa alguém a ideia da nossa morte como algum de terrífico. O grande amor.<br />
<br />
julgo que a desadequação entre o que sonhamos e o que podemos realizar é tão catastrófico que faz frio até À medula.<br />
<br />
Julgo que é assim.<br />
<br />
Não sei.&#160;&#160;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>o Jorge Luis Borges tem um poema em que diz que o nome de uma mulher o denuncia, que lhe dói uma mulher em todo o corpo.</p>
<p>Julgo que é este o amor que desejamos todos. Sem contextos, sem rotinas. Absoluto. Que doa alguém a ideia da nossa morte como algum de terrífico. O grande amor.</p>
<p>julgo que a desadequação entre o que sonhamos e o que podemos realizar é tão catastrófico que faz frio até À medula.</p>
<p>Julgo que é assim.</p>
<p>Não sei.&#160;&#160;
</p></div>
<div></div>
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		<item>
		<title>parte</title>
		<link>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/02/01/parte/</link>
		<comments>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/02/01/parte/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 10:53:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>umpassoatrasumpassoafim</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">Parte de mim. Este corpo. A matéria actualizando-se dia a dia para a morte. Órgãos, carne, nervos e este peso.<br /></span><span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">Parte de mim. A forma, a potência da sede. As asas amputadas. A terra. As raízes necessárias.<br /></span><span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">Parte de mim, os vínculos ao olhar, ao todo de nervos e fome. Partir da casa que nos habita.<br /></span> <span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">Parte de mim, a viagem. A primeira morada. A única casa.<span>&#160;&#160;</span><br /></span> <span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'"><span>&#160;</span><br /></span>
<p><span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">&#160;</span></p>
<span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'"><span>&#160;</span><br /></span>
<p><span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">&#160;</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">&#160;</span></p>
<span style="font-size: 14pt; color: navy; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">Parte de mim. Este corpo. A matéria actualizando-se dia a dia para a morte. Órgãos, carne, nervos e este peso.<br /></span><span style="font-size: 14pt; color: navy; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">Parte de mim. A forma, a potência, a sede. As asas amputadas. A terra. As raízes necessárias.<br /></span><span style="font-size: 14pt; color: navy; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">Metade de mim, os vínculos ao olhar, ao todo de nervos e fome. A casa que nos habita.<br /></span> <span style="font-size: 14pt; color: navy; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">Metade de mim, a viagem. A primeira morada. A única casa.<span>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;</span><br /></span>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">Parte de mim. Este corpo. A matéria actualizando-se dia a dia para a morte. Órgãos, carne, nervos e este peso.<br /></span><span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">Parte de mim. A forma, a potência da sede. As asas amputadas. A terra. As raízes necessárias.<br /></span><span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">Parte de mim, os vínculos ao olhar, ao todo de nervos e fome. Partir da casa que nos habita.<br /></span> <span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">Parte de mim, a viagem. A primeira morada. A única casa.<span>&#160;&#160;</span><br /></span> <span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'"><span>&#160;</span><br /></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">&#160;</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'"><span>&#160;</span><br /></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">&#160;</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">&#160;</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; color: navy; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">Parte de mim. Este corpo. A matéria actualizando-se dia a dia para a morte. Órgãos, carne, nervos e este peso.<br /></span><span style="font-size: 14pt; color: navy; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">Parte de mim. A forma, a potência, a sede. As asas amputadas. A terra. As raízes necessárias.<br /></span><span style="font-size: 14pt; color: navy; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">Metade de mim, os vínculos ao olhar, ao todo de nervos e fome. A casa que nos habita.<br /></span> <span style="font-size: 14pt; color: navy; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'">Metade de mim, a viagem. A primeira morada. A única casa.<span>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;</span><br /></span>
</div>
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		<title></title>
		<link>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/02/01/</link>
		<comments>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/02/01/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 08:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>umpassoatrasumpassoafim</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<font size="3" face="courier new,courier">alguns gostam de poesia<br />
<br />
" ALguns -<br />
quer dizer nem todos,<br />
nem a maioria de todos, mas a minoria.<br />
Excluindo escolas, onde se deve<br />
e os próprios poetas,<br />
serão talvez dois em mil.<br />
<br />
Gostam -<br />
mas também se gosta de canja de massa,<br />
gosta-se de lisonja e da cor azul,<br />
gosta-se de um velho cachecol,<br />
gosta-se de levar a sua avante,<br />
gosta-se de fazer festas a um cão.<br />
<br />
De poesia -<br />
mas o que é a poesia?<br />
algumas respostas vagas<br />
já foram dadas,<br />
mas eu não sei e não sei, e&#160;a isto me agarro<br />
como a um corrimão providencial." W.Szymborska&#160;<br />
<br /></font>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><font size="3" face="courier new,courier">alguns gostam de poesia</p>
<p>&#8221; ALguns -<br />
quer dizer nem todos,<br />
nem a maioria de todos, mas a minoria.<br />
Excluindo escolas, onde se deve<br />
e os próprios poetas,<br />
serão talvez dois em mil.</p>
<p>Gostam -<br />
mas também se gosta de canja de massa,<br />
gosta-se de lisonja e da cor azul,<br />
gosta-se de um velho cachecol,<br />
gosta-se de levar a sua avante,<br />
gosta-se de fazer festas a um cão.</p>
<p>De poesia -<br />
mas o que é a poesia?<br />
algumas respostas vagas<br />
já foram dadas,<br />
mas eu não sei e não sei, e&#160;a isto me agarro<br />
como a um corrimão providencial.&#8221; W.Szymborska&#160;</p>
<p></font>
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<div></div>
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		</item>
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		<title>um olhar</title>
		<link>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/01/28/um-olhar/</link>
		<comments>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/01/28/um-olhar/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Jan 2008 20:04:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>umpassoatrasumpassoafim</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<font size="4" face="courier new,courier">Somos aquilo que realizamos.<br />
somos também tudo aquilo que ficou por realizar.<br />
somos cada olhar de promessa.<br />
num passado e num futuro qualquer.<br />
somos a diferença entre aquilo que idealizamos e o que a realidade nos vai deixando fazer.<br />
somos a transparência da palavra e o segredo do desejo.<br />
somos o desejar.<br />
<br />
<br />
&#160;</font>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><font size="4" face="courier new,courier">Somos aquilo que realizamos.<br />
somos também tudo aquilo que ficou por realizar.<br />
somos cada olhar de promessa.<br />
num passado e num futuro qualquer.<br />
somos a diferença entre aquilo que idealizamos e o que a realidade nos vai deixando fazer.<br />
somos a transparência da palavra e o segredo do desejo.<br />
somos o desejar.</p>
<p>
&#160;</font>
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<div></div>
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		</item>
		<item>
		<title>Prefiro</title>
		<link>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/01/24/prefiro/</link>
		<comments>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/01/24/prefiro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Jan 2008 15:33:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>umpassoatrasumpassoafim</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<font face="courier new,courier">" Prefiro cinema<br />
prefiro os gatos<br />
prefiro os carvalhos nas margens don Warta<br />
prefiro Dickens a Dostoievski<br />
prefiro-me gostando dos homens<br />
em vez de estar amando a humanidade<br />
prefiro ter uma agulha preparada com a linha<br />
prefiro a cor verde<br />
prefiro não afirmar<br />
que a razão é culpada de tudo<br />
prefiro as excepções<br />
prefiro sair mais cedo<br />
prefiro conversar com os médicos sobre outra coisa<br />
prefiro as velhas ilustrações listradas<br />
prefiro o ridículo de escrever poemas<br />
ao ridículo de não os escrever<br />
no amor prefiro os aniversarios não redondos<br />
para serem comemorados todos cada dia<br />
prefiro os moralistas<br />
que não prometem nada<br />
prefiro a&#160;bondade esperta à bondade ingénua demais<br />
prefiro a Terra à paisana<br />
prefiro os países conquistados aos países conquistadores<br />
prefiro ter objecções<br />
prefiro o inferno do caos ao inferno da ordem<br />
prefiro os contos de fada de Grimm às manchetes de jornais<br />
prefiro as folhas sem flores às flores sem folhas<br />
prefiro os cães com o rabo não cortado<br />
prefiro os olhos claros porque os tenho escuros<br />
prefiro as gavetas<br />
prefiro muitas coisas que aqui não disse<br />
a outras tantas não mencionadas aqui<br />
prefiro os zeros à solta<br />
a tê-los numa fila junto a um algarismo<br />
prefiro o tempo do insecto ao tempo das estrelas<br />
prefiro isolar<br />
prefiro não perguntar quanto tempo ainda e quando<br />
prefiro levar em consideração até a possibilidade<br />
do ser ter a sua razão." WislawA Szymborska&#160;&#160;&#160;</font>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><font face="courier new,courier">&#8221; Prefiro cinema<br />
prefiro os gatos<br />
prefiro os carvalhos nas margens don Warta<br />
prefiro Dickens a Dostoievski<br />
prefiro-me gostando dos homens<br />
em vez de estar amando a humanidade<br />
prefiro ter uma agulha preparada com a linha<br />
prefiro a cor verde<br />
prefiro não afirmar<br />
que a razão é culpada de tudo<br />
prefiro as excepções<br />
prefiro sair mais cedo<br />
prefiro conversar com os médicos sobre outra coisa<br />
prefiro as velhas ilustrações listradas<br />
prefiro o ridículo de escrever poemas<br />
ao ridículo de não os escrever<br />
no amor prefiro os aniversarios não redondos<br />
para serem comemorados todos cada dia<br />
prefiro os moralistas<br />
que não prometem nada<br />
prefiro a&#160;bondade esperta à bondade ingénua demais<br />
prefiro a Terra à paisana<br />
prefiro os países conquistados aos países conquistadores<br />
prefiro ter objecções<br />
prefiro o inferno do caos ao inferno da ordem<br />
prefiro os contos de fada de Grimm às manchetes de jornais<br />
prefiro as folhas sem flores às flores sem folhas<br />
prefiro os cães com o rabo não cortado<br />
prefiro os olhos claros porque os tenho escuros<br />
prefiro as gavetas<br />
prefiro muitas coisas que aqui não disse<br />
a outras tantas não mencionadas aqui<br />
prefiro os zeros à solta<br />
a tê-los numa fila junto a um algarismo<br />
prefiro o tempo do insecto ao tempo das estrelas<br />
prefiro isolar<br />
prefiro não perguntar quanto tempo ainda e quando<br />
prefiro levar em consideração até a possibilidade<br />
do ser ter a sua razão.&#8221; WislawA Szymborska&#160;&#160;&#160;</font>
</div>
<div></div>
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		</item>
		<item>
		<title></title>
		<link>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/01/23/</link>
		<comments>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/01/23/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Jan 2008 11:24:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>umpassoatrasumpassoafim</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<font size="4" face="courier new,courier">"I think myself into love,<br />
&#160;and i dream myself out of it" Hazlitt</font>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><font size="4" face="courier new,courier">&#8220;I think myself into love,<br />
&#160;and i dream myself out of it&#8221; Hazlitt</font>
</div>
<div></div>
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		</item>
		<item>
		<title>metade</title>
		<link>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/01/21/metade/</link>
		<comments>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/01/21/metade/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Jan 2008 19:43:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>umpassoatrasumpassoafim</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<span style="color: black; font-family: 'Batang','serif'"><font size="3">“Metade<br />
<br />
Que a força do medo que eu tenho,<br />
não me impeça de ver o que anseio.<br />
<br />
Que a morte de tudo o que acredito<br />
não me tape os ouvidos e a boca.<br />
<br />
Porque metade de mim é o que eu grito,<br />
mas a outra metade é silêncio...<br />
<br />
Que a música que eu ouço ao longe,<br />
seja linda, ainda que triste...<br />
<br />
Que a mulher que eu amo<br />
seja para sempre amada<br />
mesmo que distante.<br />
<br />
Porque metade de mim é partida,<br />
mas a outra metade é saudade.<br />
<br />
Que as palavras que eu falo<br />
não sejam ouvidas como prece<br />
e nem repetidas com fervor,<br />
apenas respeitadas,<br />
como a única coisa que resta<br />
a um homem inundado de sentimentos.<br />
<br />
Porque metade de mim é o que ouço,<br />
mas a outra metade é o que calo.<br />
<br />
Que essa minha vontade de ir embora<br />
se transforme na calma e na paz<br />
que eu mereço.<br />
<br />
E que essa tensão<br />
que me corrói por dentro<br />
seja um dia recompensada.<br />
<br />
Porque metade de mim é o que eu penso,<br />
mas a outra metade é um vulcão.<br />
<br />
Que o medo da solidão se afaste<br />
e que o convívio comigo mesmo<br />
se torne ao menos suportável.<br />
<br />
Que o espelho reflita em meu rosto,<br />
um doce sorriso,<br />
que me lembro ter dado na infância.<br />
<br />
Porque metade de mim<br />
é a lembrança do que fui,<br />
a outra metade eu não sei.<br />
<br />
Que não seja preciso<br />
mais do que uma simples alegria<br />
para me fazer aquietar o espírito.<br />
<br />
E que o teu silêncio<br />
me fale cada vez mais.<br />
<br />
Porque metade de mim<br />
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.<br />
<br />
Que a arte nos aponte uma resposta,<br />
mesmo que ela não saiba.<br />
<br />
E que ninguém a tente complicar<br />
porque é preciso simplicidade<br />
para fazê-la florescer.<br />
<br />
Porque metade de mim é platéia<br />
e a outra metade é canção.<br />
<br />
E que a minha loucura seja perdoada.<br />
<br />
Porque metade de mim é amor,<br />
e a outra metade...<br />
também<br /></font></span><span><a href="http://www.pensador.info/autor/Ferreira_Gullar/"><span style="color: blue"><font size="3" face="arial,helvetica,sans-serif">Ferreira Gullar</font></span></a><br /></span>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="color: black; font-family: 'Batang','serif'"><font size="3">“Metade</p>
<p>Que a força do medo que eu tenho,<br />
não me impeça de ver o que anseio.</p>
<p>Que a morte de tudo o que acredito<br />
não me tape os ouvidos e a boca.</p>
<p>Porque metade de mim é o que eu grito,<br />
mas a outra metade é silêncio&#8230;</p>
<p>Que a música que eu ouço ao longe,<br />
seja linda, ainda que triste&#8230;</p>
<p>Que a mulher que eu amo<br />
seja para sempre amada<br />
mesmo que distante.</p>
<p>Porque metade de mim é partida,<br />
mas a outra metade é saudade.</p>
<p>Que as palavras que eu falo<br />
não sejam ouvidas como prece<br />
e nem repetidas com fervor,<br />
apenas respeitadas,<br />
como a única coisa que resta<br />
a um homem inundado de sentimentos.</p>
<p>Porque metade de mim é o que ouço,<br />
mas a outra metade é o que calo.</p>
<p>Que essa minha vontade de ir embora<br />
se transforme na calma e na paz<br />
que eu mereço.</p>
<p>E que essa tensão<br />
que me corrói por dentro<br />
seja um dia recompensada.</p>
<p>Porque metade de mim é o que eu penso,<br />
mas a outra metade é um vulcão.</p>
<p>Que o medo da solidão se afaste<br />
e que o convívio comigo mesmo<br />
se torne ao menos suportável.</p>
<p>Que o espelho reflita em meu rosto,<br />
um doce sorriso,<br />
que me lembro ter dado na infância.</p>
<p>Porque metade de mim<br />
é a lembrança do que fui,<br />
a outra metade eu não sei.</p>
<p>Que não seja preciso<br />
mais do que uma simples alegria<br />
para me fazer aquietar o espírito.</p>
<p>E que o teu silêncio<br />
me fale cada vez mais.</p>
<p>Porque metade de mim<br />
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.</p>
<p>Que a arte nos aponte uma resposta,<br />
mesmo que ela não saiba.</p>
<p>E que ninguém a tente complicar<br />
porque é preciso simplicidade<br />
para fazê-la florescer.</p>
<p>Porque metade de mim é platéia<br />
e a outra metade é canção.</p>
<p>E que a minha loucura seja perdoada.</p>
<p>Porque metade de mim é amor,<br />
e a outra metade&#8230;<br />
também<br /></font></span><span><a href="http://www.pensador.info/autor/Ferreira_Gullar/"><span style="color: blue"><font size="3" face="arial,helvetica,sans-serif">Ferreira Gullar</font></span></a><br /></span>
</div>
<div></div>
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		<title></title>
		<link>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/01/21/</link>
		<comments>http://umpassoatrasumpassoafim.blog.com/2008/01/21/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Jan 2008 16:21:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>umpassoatrasumpassoafim</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<font size="4" face="courier new,courier">" Os naufrágios são belos<br />
sentimo-nos tão vivos entre as ilhas, acreditas?<br />
e temos saudade desse mar<br />
que derruba primeiro no nosso corpo<br />
tudo o que seremos depois"<br />
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; José Tolentino Mendonça<br /></font>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><font size="4" face="courier new,courier">&#8221; Os naufrágios são belos<br />
sentimo-nos tão vivos entre as ilhas, acreditas?<br />
e temos saudade desse mar<br />
que derruba primeiro no nosso corpo<br />
tudo o que seremos depois&#8221;<br />
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; José Tolentino Mendonça<br /></font>
</div>
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