Cesariny
eu vou ser sempre pequena. o que vale é que me empoleiro nos ombros de outros maiores do que eu e me sinto grande. é o caso de Cesariny. há quem faça falta. porque incomoda.porque não se cala. porque é autêntico.estou a ler “autografia”, a entrevista-documentário feita/realizada por Miguel Gonçalves Mendes, e que prometeu ser concluída antes da morte de CesarinY(e cumpriu!: “-Quando eu morrer fazes aquele filme lindo?;- vou fazer antes do Mário morrer”)
diz o Mário o que, penso, todos dizemos para o mais interior de nós:
” Houve um homem, agora não me lembro do nome dele, um francês casado com uma filha do MArx, que escreveu um livro(Direito à preguiça), em que dizia aos trabalhadores, quando eles pediam trabalho: vocês não peçam trabalho, vocês peçam lazer e descanso, que há muita gente que não faz nenhum. Que se isto tivesse uma organização capaz, ninguém no mundo precisava de trabalhar mais de três horas por dia.”